terça-feira, 23 de abril de 2013
Meu problema é esse, ninguém é bom o suficiente para mim, e se é, ou eu não quero, ou ele que não me quer. Nós mulheres somos bastante inteligentes, mas quando se trata de homens, nos tornamos tão burras. Afinal, qual é o nosso problema? Falta de senso, só pode. Temos que colocar na cabeça que o cafajeste jamais vai se tornar o homem perfeito, que o galinha não vai querer apenas uma, que o idiota não vai deixar de te magoar. Sei bem que homens não são iguais, mas quando mais de um nos machuca, parece que o resto da espécie fará o mesmo. É complicado. A primeira vez que me apaixonei, eu era melhor amiga de dois garotos. Um que ficava do meu lado, me protegendo, me enchendo de presentes e dizendo o tempo todo que me amava. Enquanto o outro não estava nem aí, me esnobava, vivia pedindo opinião sobre garotas, e nunca prestava atenção em mim. Adivinha por que eu me apaixonei? Ta aí, nós mulheres somos mesmo masoquistas. Amamos sofrer. As vezes penso que a felicidade está do nosso lado, mas optamos pelo o caminho mais complicado, e outras vezes penso que não era mesmo para ser. Fim. Acho que é isso. A vida nos coloca em dificuldades para entendermos que o melhor ainda está por vir, ou não. Talvez ele não seja um príncipe, perfeito, e que chegará de cavalo, mas quem sabe ele seja um idiota, que chega de mansinho, e me arranca sorrisos todos os dias né?
Mulher tem faro, não se contenta com a embalagem. É bem mais comum ver uma mulher linda acompanhada de um homem aparentemente sem graça do que o contrário. Não é (só) porque a concorrência é implacável e nos contentamos com o que sobra. É porque mulher tem raio-x: consegue olhar o que se esconde lá dentro. Se além de um belo coração e um cérebro em atividade ele ainda for apetecível, é lucro. Pena que a recíproca raramente seja verdadeira. Economizaríamos fortunas em cabeleireiros e academias se os homens fossem direto ao que interessa, na alma e no espírito, para os quais não adianta maquiagem. Martha Medeiros
Assinar:
Comentários (Atom)